quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A Guerra do Cálculo




Eis uma sugestão de leitura pra quem gosta de história da ciência:

A GUERRA DO CÁLCULO
Editora Record
298 páginas




No inicio do século XVIII, o alemão Gottfried Wilhem Leibniz e o britânico Isaac Newton — dois dos mais brilhantes matemáticos de todos os tempos — estavam a ponto de entrar em guerra.

Por mais de uma década, até o fim de suas vidas, estariam empenhados numa brutal batalha pública. Uma disputa pela posse intelectual do cálculo, parte fundamental da matemática e chave para a investigação de tudo. Das formas geométricas as órbitas de planetas.

Em A Guerra do Cálculo, um livro acessível e fascinante, Jason Bardi mostrou como a autoria do cálculo deflagrou uma guerra com acusações de desonestidade de ambos os lados. Atualmente, Leibniz e Newton são considerados co-inventores independentes, conferindo-se aos dois o crédito por terem dado a matemática seu maior impulso desde os gregos.

Mas mesmo terminada, a guerra ainda sustenta o titulo de maior debate sobre propriedade intelectual de todos os tempos.

Um dos mais importantes legados intelectuais do século XVII o cálculo foi desenvolvido primeiro por Newton, fruto de um isolamento de quase dois anos.

Afastado de amigos e professores, criou a maior massa de conhecimentos produzida por um cientista em tão curto espaço de tempo. Mas manteve seu trabalho em segredo. Jamais publicou nada por décadas. Leibniz se interessou pelo assuntou quase dez anos depois. Refinou sua descoberta, criando um sistema totalmente original de símbolos e representações gráficas. Embora tenha sido o segundo cronologicamente, foi o primeiro a publicá-lo.

Bardi dá uma lição sobre orgulho ao descrever a série de desentendimentos que levou ao embate entre essas duas grandes mentes. Mais que um livro sobre matemática, A Guerra do Cálculo é um mergulho nos vícios e virtudes desses dois intelectuais. Leibniz e Newton eram geniais, brilhantes, vaidosos, algumas vezes loucos e, afinal, completamente humanos.


Só vou fazer um comentário sobre a sinopse deste livro superinteressante. Ela deixa claro a principal motivação do cientista verdadeiro: O DINHEIRO. Não, o reconhecimento.


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