quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Aníver
Essa semana é o meu aníver, dia 20 mais precisamente. Parabéns para mim. Para quem tiver interesse, já está na web a minha versão online da dissertação de mestrado, que na realidade é igual à versão impressa: Dissertação
Agradeço à todos que me ajudaram nas correções, fez toda a diferença no final. Retorno em breve.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Um neologismo bíblico
Encontrei a palavra Shekinah num livro e pesquisei algo mais sobre ela. Aí estão definições de fontes diversas, algumas com influência cristã, outras com influência pagã e outras com influência iluminista.
1) Shekinah. Significa sabedoria, é representada pelo sexo feminino que a personifica. Ela é mencinada no livro de Provérbios na Bíblia Sagrada, escrito pelo rei Salomão. Se tiver muita paciência poderá encontrar referências a ela em trechos obscuros do livro de Provérbios. Alcançar o conhecimento é algo semelhante à união com a Shekinah. Talvez daí tenha surgido o termo conhecer, tão frequentemente usado na Bíblia para indicar que alguém teve relações sexuais com outra pessoa.
2)Shekinah se estende para fora de Deus da mesma maneira que a mulher se estende para fora do homem, através da costela retirada deste.
3) SHEKINAH. Esplendor, glória ou presença de Deus habitando no meio do seu povo e o equivalente judaico mais próximo do Espírito Santo. O termo é posterior à Bíblia, mas o conceito está no ensinamento de que Deus habita no meio do seu povo (Êx 29.45). A glória de Deus é vista em fenômenos como relâmpagos e nuvens no monte Sinai (Êx 19.16) e a nuvem brilhante que descia sobre a tenda da congregação e guiou Israel pelo deserto (Êx 40.34). A glória divina também está presente de modo especial no templo e na cidade celestiais (Ap 15.8; 21.23). Foi vista na transfiguração de Jesus (Lc 9.32) e será vista quando Jesus voltar à terra (Mc 8.38).
4) SHEKINÁH É A FEMINILIDADE INTERIOR E É A FORÇA QUE MODELA E SUSTENTA TODA A CRIAÇÃO. ELA É O PRINCÍPIO DA SABEDORIA.
5)Shekinah: A presença de Deus, a santificação do universo molecular pelo Espírito Santo, é o que os antigos israelitas chamavam “hocma” - a ciência da alma, da afeição, da coragem e do ânimo, a capacidade para ver, para sentir, e portanto para agir como se o futuro dependesse de você.
Continua na próxima.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
Trabalho - Conclusão
Pra terminar a série Trabalho vamos analisar os dois versos a seguir:
Eclesiastes 12:12: "Além disso, filho meu, sê avisado. De fazer muitos livros não há fim; e o muito estudar é enfado da carne".
Eclesiastes 1:18: "Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta o conhecimento aumenta a tristeza".
Uma reflexão interessante sobre estes versos vem dos filmes de Hollywood. Não sei se alguém já parou para pensar que, se por um lado os filmes americanos ridicularizam o tipo nerd (cdf, caxias, etc), por outro lado, aonde é que estão os nerds mais nerds e mais celebrados (quem diria!) da atualidade? Não são aqueles tipinhos fundadores do Google e do Facebook? Não seria esta uma tática milenária de subjugar o povo pela ignorância? Os EUA não usam esta estratégia com o Brasil? E por que não aplicam o mesmo princípio a eles mesmos? O Google não está pondo em risco todos os segredos do império americano? Vê como Salomão era mesmo sábio em governar.
Para terminar, quero concluir que o rabino Nilton Bonder estava mesmo certo: a formiga trabalha demais. Perceba o leitor que só cheguei a essa conclusão depois de toda esta investigação. Não é porque é cabala judaica que eu acredito. A cabala, mesmo a judaica, foi desde o seu princípio infiltrada de outras filosofias, totalmente opostas às suas verdades milenares. Algumas dessas verdades foram pregadas por Cristo.
No próximo post falo mais um pouco sobre cabala.
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Trabalho - Semi-Final
Revisitando a questão de Marta e Maria, quero acrescentar que o 'ouvir a palavra de Deus' implica em algo, alguma vantagem, que até agora não foi salientada. Lucas 5:5 fala de magia: "E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre havendo trabalhado toda a noite nada apanhamos; mas, sob tua palavra lançarei a rede". E todos sabem o que aconteceu, como as redes de 'Maria' voltaram cheias de peixes. Outra promessa mais para o futuro se encontra em Isaías 65:23, falando do paraíso: ..."Não trabalharão debalde"...
Outro ponto que levei muitos dias para esclarecer foi o das 'formigas de Salomão'. Lemos em Provérbios 6:6 que as formigas não são um povo preguiçoso, está certo? Agora, procure o verbete formiga na concordância bíblica. Ficará pasmo. As 'formigas de Salomão' são um povo impotente, diz lá, em Provérbios 30:25. Elas não relaxam, portanto não criam nada, não sabem fazer guerra, não estudam, não nada. Só trabalham e comem. Então por que será que Salomão fez tamanha lisonja às formigas? Oras, Salomão como rei de Israel usou da sua sabedoria para subjugar o povo; nada mais fácil de subjugar do que formigas. E ainda de lambuja elas produzem muitas riquezas para o reino que convertem-se em impostos para o rei.
Continuemos a pesquisa!
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Uma nova abordagem sobre trabalho
A escritora Taylor Caldwell em sua obra Médico de Homens e de Almas fala algo a respeito de trabalho. Quando descreve o caráter do personagem Diodoro ela diz o seguinte:
Nunca lhe ocorria como romano moral anacrômico, procurar algum divertimento sexual, nos fervilhantes bordéis de Antioquia, nem considerava próprio reunir-se a alguns companheiros romanos da cidade, para jogo, assistir a rinhas de galo, ou manter simples camaradagem. O lugar de um homem, depois de seu trabalho era o lar, segundo pensava Diodoro, por muito trivial que fosse a conversação da sua esposa. Bebia muito pouco à mesa e acreditava ser a embriaguez um dos pecados maiores. Assim sua única evasão estava no trabalho.
A palavra que mais explica este texto é o verbete 'evasão'. Neste contexto tem o sentido de distração. Entendo que a autora considera que além do trabalho a alma de um homem precisa de um pouco de distração, e que todos devem buscá-la, cada um com a quantidade de coragem que Deus lhe deu. Distração tem exatamente a ver com o padrão de ondas alfa que falamos no último post. Até existe a expressão 'entrei em alfa', que é quando o sujeito exagerou na distração e saiu totalmente fora de realidade, para o estado de transe. A idéia é aumentar a intensidade das ondas alfa no cérebro apenas.
sábado, 31 de março de 2012
Trabalho versus Descanso
Estou lendo, dentre outros, um destes livros, ditos de auto-ajuda - o autor que ajuda a gente. Fala algo sobre esforço:
Podemos aprender com os animais, em especial as formigas. Quando deixamos as coisas escaparem, pagamos um preço por isso. Os marinheiros sabem disto a respeito dos navios, os atletas sabem disso quanto a seus corpos, os estudantes quanto à suas mentes, e todos nós conhecemos o estado em que se encontra o nosso "quartinho do fundo". Qualquer jardineiro descobre desde cedo que as sementes brotam automaticamente. Você não precisa plantar sequer uma semente para ter ervas daninhas crescendo em seu jardim. As coisas só melhoram com esforço.
E sobre relax:
Você já notou o que acontece quando está tentando com muito empenho se lembrar de algo, chutar uma bola corretamente ou resolver um problema? Invariavelmente você não obtém o resultado que deseja. Geralmente, você e as pessoas em geral tem as grandes iluminações quando estão no chuveiro, na banheira, na cama ou usando o banheiro; lugares onde relaxam facilmente.
Do ponto de vista científico, quando relaxamos, nossas ondas cerebrais se movem em um ritmo mais lento - o padrão alfa -, no qual nos tornamos muito mais capazes e criativos. Nesse estado as soluções surgem mais facilmente. Mais uma vez podemos aprender com a natureza. Os pássaros e os animais trabalham, mas não trabalham dia e noite. Tente passar uma noite inteira falando com um papagaio. Os papagaios sabem quando é hora de parar. Assim como os ursos, os sapos, as renas e os roedores.
Agora é sério, só postarei mais duas vezes sobre trabalho.
Podemos aprender com os animais, em especial as formigas. Quando deixamos as coisas escaparem, pagamos um preço por isso. Os marinheiros sabem disto a respeito dos navios, os atletas sabem disso quanto a seus corpos, os estudantes quanto à suas mentes, e todos nós conhecemos o estado em que se encontra o nosso "quartinho do fundo". Qualquer jardineiro descobre desde cedo que as sementes brotam automaticamente. Você não precisa plantar sequer uma semente para ter ervas daninhas crescendo em seu jardim. As coisas só melhoram com esforço.
E sobre relax:
Você já notou o que acontece quando está tentando com muito empenho se lembrar de algo, chutar uma bola corretamente ou resolver um problema? Invariavelmente você não obtém o resultado que deseja. Geralmente, você e as pessoas em geral tem as grandes iluminações quando estão no chuveiro, na banheira, na cama ou usando o banheiro; lugares onde relaxam facilmente.
Do ponto de vista científico, quando relaxamos, nossas ondas cerebrais se movem em um ritmo mais lento - o padrão alfa -, no qual nos tornamos muito mais capazes e criativos. Nesse estado as soluções surgem mais facilmente. Mais uma vez podemos aprender com a natureza. Os pássaros e os animais trabalham, mas não trabalham dia e noite. Tente passar uma noite inteira falando com um papagaio. Os papagaios sabem quando é hora de parar. Assim como os ursos, os sapos, as renas e os roedores.
Agora é sério, só postarei mais duas vezes sobre trabalho.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Mais Trabalho
O texto referente a Marta e Maria pode confundir-nos e creio que, de fato, já terá dado origem a equívocos. À primeira vista parece que a argumentação de Jesus se concentre no contraste entre a imobilidade, a atitude absorta de Maria e a agitação de Marta. O mundo grego que foi o primeiro a receber o evangelho, estava profundamente marcado pelo dualismo espírito-carne, mundo - além-mundo, trabalho manual-contemplação intelectual, e viu neste epísódio duas personagens antagônicas: a escrava e a livre, a pessoa digna deste nome a subpessoa, aquela que não conseguiu realizar-se. Para o mundo grego de então, a contemplação, entendida como o olhar agudo, pentrante, prolongado, que se assenhoreia da realidade global do objeto contemplado, era a única atividade verdadeiramente digna do homem. Os trabalhos pesados, braçais, eram reservados aos escravos, aos sub-homens. O mundo grego jamais compreenderá, em toda sua profundeza, a imagem de Deus como um humilde oleiro que, com suas mãos habilíssimas, modela sua imagem e semelhança, que é o homem. Da mesma forma, jamais compreenderá "Deus que repousa" como um trabalhador que se extenuou pelo trabalho físico. Um leitor de cultura grega é levado a colher o episódio como imobilidade de Maria e azáfama de Marta.
Parece-me (ao autor) mais razoável colocar o centro do episódio no ouvir de Maria, no interesse que ela tem pelas palavras de Jesus. "Maria ficou sentada aos pés do Senhor, escutando-lhe a palavra". Infelizmente a narração do episódio na casa de Marta caiu nas "mãos dos gregos", que tiraram dela uma confirmação para a sua tese: "Vede, ficar à toa, como Maria, é o que todo mundo deve fazer; esta atividade contemplativa é a mais importante, a única realmente importante. A ocupação de Marta é de importância secundária". Insistimos, entretanto, em que o centro do episódio não é a imobilidade ou o êxtase de Maria, mas o interesse em ouvir a palavra de Deus.
Trechos extraídos do livro Alguém me Tocou do teólogo Arturo Paoli, Edições Paulinas, 2ª Edição, Título Original Contemplazione, Tradução Benôni Lemos.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
Laboriosas formigas
Estou com um pouco de dificuldade pra postar porque tem dado um sol tão maravilhoso que é difícil ficar trancado numa sala fechada. Hoje finalmente consegui. Vou dar sequência ao tema da fábula A Cigarra e a Formiga. Vai dar uns dois ou três posts. O texto seguinte foi tirado de uma enciclopédia:
Essa aparência de inteligência que caracteriza o comportamento da formiga é, na verdade, um notável desenvolvimento do seu sistema nervoso. Um dos principais órgãos do sistema é a antena, de propriedades táteis e olfativas, ao mesmo tempo, que as formigas usam para se investigarem umas às outras toda vez que se encontram. As antenas duplas - um dos artículos é maior - individualizam as formigas entre todos os insetos, assim como a conformação do abdômen e a longevidade as distinguem entre os seus companheiros de ordem: a abelha e a vespa. Mas há um denominador comum entre estes, os mais evoluídos entre os insetos: seu caráter gregário.
Outro ponto que investiguei foi o texto de Provérbios 6 "Vai ter com a formiga..." do sábio Salomão. Um comentário de eruditos da Bíblia diz o que segue:
I)Preguiça é uma causa mais certa de pobreza e desgraça do que ser fiador para outro. O amigo creditado pode prosperar e a fiança nunca ser solicitada mas o vagaroso tem problema garantido.
II)Salomão foi um diligente estudioso da natureza. Ele ficou intrigado com o fato de as formigas levarem vida em comum em perfeita ordem e cooperação sem ninguém supervisionar o processo e ditar o trabalho que cada membro deveria fazer.
III)Tem havido muita discussão entre naturalistas e comentaristas quanto a se a formiga realmente tem tais hábitos como descritos neste texto, isto é, se ela de fato armazena comida para longo tempo. É hoje estabelecido, entretanto, que algumas espécies assim o fazem.
IV)A Septuaginta - versão da Bíblia traduzida por 70 sábios - tem a seguinte interessante adição ao verso 8: Ou vai à abelha e aprende quão diligente ela é, e quão duramente ela é engajada em seu trabalho; cujos labores reis e súditos usam para saúde, e ela é desejada e respeitada por todos.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Em férias...
Volto em breve com tudo ao trabalho. Enquanto isso vou me refrecando na piscina do clube comercial de Taquara e lavando muita louça.
Boas férias para todos os que estão de férias hehehe...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
A Teia de Aranha IX
Finalmente a conslusão do último episódio da teia de aranha:
Nas suas pesquisas noturnas o detetive Besouro-de-Chifre encontra um fóssil de vaca no sítio... é uma subespécie denominada 'vacuum leiterum'. Ao fazer exames de laboratório ele confirma a presença de uma substância: o bálsamo das missões. Então ele liga os fatos: foi depois da passagem dos missionários que as aranhas desapareceram. Foi assim: as vacas foram convidadas para culto ecumênico. Anúnciaram na rádio: Sexteto de vacas apresentando esta noite!
Após alguns instantes de reflexão o detetive descobriu: - "Aha! Os missionários deram o bálsamo das missões para as vacas catequisadas. Nos dias que se seguiram, as aranhas picaram as vacas e então... Mas que intrigante! O bálsamo das missões não era uma panacéia? Não era para ter feito milagres com a saúde das aranhas? E também com a das vacas? Para quê afinal os missionários deram isso para as vacas?" Intrigado ele fica a refletir de novo. - "Porventura seria usado como pílula anticoncepcional? Sim, para fazer com que as vacas ficassem castas! Meu Deus! Os missionários trabalham para o concorrente!"
"Sendo assim as aranhas ficaram estéreis, e foram aos poucos se extinguindo. Mas, as aranhas sobreviventes poderiam ter simplesmente desistido da carne de vaca e se tornado vegetarianas."
Qual não foi a surpresa do detetive ao inspecionar a horta! As aranhas tinham se mudado para lá.
Nas suas pesquisas noturnas o detetive Besouro-de-Chifre encontra um fóssil de vaca no sítio... é uma subespécie denominada 'vacuum leiterum'. Ao fazer exames de laboratório ele confirma a presença de uma substância: o bálsamo das missões. Então ele liga os fatos: foi depois da passagem dos missionários que as aranhas desapareceram. Foi assim: as vacas foram convidadas para culto ecumênico. Anúnciaram na rádio: Sexteto de vacas apresentando esta noite!
Após alguns instantes de reflexão o detetive descobriu: - "Aha! Os missionários deram o bálsamo das missões para as vacas catequisadas. Nos dias que se seguiram, as aranhas picaram as vacas e então... Mas que intrigante! O bálsamo das missões não era uma panacéia? Não era para ter feito milagres com a saúde das aranhas? E também com a das vacas? Para quê afinal os missionários deram isso para as vacas?" Intrigado ele fica a refletir de novo. - "Porventura seria usado como pílula anticoncepcional? Sim, para fazer com que as vacas ficassem castas! Meu Deus! Os missionários trabalham para o concorrente!"
"Sendo assim as aranhas ficaram estéreis, e foram aos poucos se extinguindo. Mas, as aranhas sobreviventes poderiam ter simplesmente desistido da carne de vaca e se tornado vegetarianas."
Qual não foi a surpresa do detetive ao inspecionar a horta! As aranhas tinham se mudado para lá.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Frutos da Feira do Livro
Fazia um tempinho que eu estava tentando terminar um ensaio, faltava só o arremate. Foi depois de uma circulada pela Feira do Livro da capital que eu consegui dar a laçada final. Vou expor os argumentos:
Primeiro: A visão cabalística judaica da fábula da cigarra e da formiga de La Fontaine é a seguinte: a cigarra folga demais é certo, mas a formiga trabalha demais. Esta reflexão foi tirada de um livro do Rabino Nilton Bonder. O mais irônico de tudo isso é que La Fontaine nasceu em berço de ouro e nunca precisou trabalhar para se sustentar. Procure em qualquer enciclopédia.
Segundo: Jesus também faz uso dos seus conhecimentos de cabala judaica quando ele diz: Marta, Marta estás ansiosa e afatigada com muitas coisas; mas uma só é necessária, e Maria escolheu a parte boa, a qual não lhe será tirada.
Terceiro: Essa tirei de um livro de um sexólogo alemão: O europeu é o antípoda do hindu. Ele é o ser faustoso que procura dominar não a si mesmo mas o mundo, que luta não por repouso mas por movimento, não pela renúncia mas pelo gozo e pelo trabalho.
A civilização que produziu os sacerdotes hindus e o ioga foi aquela que deixou os textos sagrados conhecidos como Vedas. Estes escritos pregam a doutrina da renúncia ao mundo e do domínio de si próprio. Ensinam ser a vida um nada, todo acontecimento uma ilusão, todo prazer amargo no fundo e mandam o homem procurar sua felicidade na abstenção de todo gozo corporal, no domínio de toda paixão e na ensimesmação. Sob esta filosofia de vida encontra-se em certas cidades hindus faquires sentados em permanente estado imóvel sobre colunas ao sol causticante, de braços erguidos para o céu ou esquecidos do mundo imersos na contemplação do seu umbigo...
Quarto: Faltava um toque de ironia, pra não ficar tão sisudo este ensaio. Encontrei-o em um livrinho sobre ocultismo da Ediouro na Feira do Livro. Não é mais publicado, estava nos saldos. Diz lá:
A forma mais reivindicada de exercício mágico é o Abramelin, conhecimento contido no Livro da Mágica Sagrada de Abramelin, o Mago. De acordo com as normas do Abramelin, para conseguir poderes mágicos é necessário submeter-se a um longo processo de purificação da alma, eliminando os desejos carnais, mesquinharias e esperanças de lucro. O grande detalhe observado é que, depois de eliminar seus desejos carnais e esperanças de lucro, o adepto não saberá para que servirão os seus poderes mágicos recém descobertos.
Primeiro: A visão cabalística judaica da fábula da cigarra e da formiga de La Fontaine é a seguinte: a cigarra folga demais é certo, mas a formiga trabalha demais. Esta reflexão foi tirada de um livro do Rabino Nilton Bonder. O mais irônico de tudo isso é que La Fontaine nasceu em berço de ouro e nunca precisou trabalhar para se sustentar. Procure em qualquer enciclopédia.
Segundo: Jesus também faz uso dos seus conhecimentos de cabala judaica quando ele diz: Marta, Marta estás ansiosa e afatigada com muitas coisas; mas uma só é necessária, e Maria escolheu a parte boa, a qual não lhe será tirada.
Terceiro: Essa tirei de um livro de um sexólogo alemão: O europeu é o antípoda do hindu. Ele é o ser faustoso que procura dominar não a si mesmo mas o mundo, que luta não por repouso mas por movimento, não pela renúncia mas pelo gozo e pelo trabalho.
A civilização que produziu os sacerdotes hindus e o ioga foi aquela que deixou os textos sagrados conhecidos como Vedas. Estes escritos pregam a doutrina da renúncia ao mundo e do domínio de si próprio. Ensinam ser a vida um nada, todo acontecimento uma ilusão, todo prazer amargo no fundo e mandam o homem procurar sua felicidade na abstenção de todo gozo corporal, no domínio de toda paixão e na ensimesmação. Sob esta filosofia de vida encontra-se em certas cidades hindus faquires sentados em permanente estado imóvel sobre colunas ao sol causticante, de braços erguidos para o céu ou esquecidos do mundo imersos na contemplação do seu umbigo...
Quarto: Faltava um toque de ironia, pra não ficar tão sisudo este ensaio. Encontrei-o em um livrinho sobre ocultismo da Ediouro na Feira do Livro. Não é mais publicado, estava nos saldos. Diz lá:
A forma mais reivindicada de exercício mágico é o Abramelin, conhecimento contido no Livro da Mágica Sagrada de Abramelin, o Mago. De acordo com as normas do Abramelin, para conseguir poderes mágicos é necessário submeter-se a um longo processo de purificação da alma, eliminando os desejos carnais, mesquinharias e esperanças de lucro. O grande detalhe observado é que, depois de eliminar seus desejos carnais e esperanças de lucro, o adepto não saberá para que servirão os seus poderes mágicos recém descobertos.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O cão pode aprender as palavras?
Bem, visto que o Vitalino desapareceu para a Itália com o texto para proficiência, que ele tinha se "comprometido" a traduzir para mim, tive que traduzí-lo eu mesma, com um pouco de esforço. E posso dizer que gostei da experiência. O tema do texto é a fofura da foto:

Sempre o cão foi definido como o melhor amigo do homem: isto não apenas porque nos ligamos a ele e ele se liga a nós de um ponto de vista afetivo, mas também porque é capaz de compreender, à diferença de seu progenitor (o lobo), os nosso gestos, e é capaz de comunicar-se conosco intencionalmente. De fato, ainda que linguagem feita de palavras não faça parte da sua modalidade comunicativa é capaz, como outras espécies de mamíferos (chipanzé e golfinho), de aprender que as coisas tem um nome e de administrar um vocabulário de mais de 200 palavras.
É o caso de Rico, um border collie que vive com os seus proprietários na Alemanha. Rico conhece o nome de mais de 200 objetos, entre os quais jogos para crianças e bolas, e é capaz de trazê-los ao mestre sob pedido. Quando Rico tinha 10 meses os proprietários lhe ensinaram a reconhecer objetos deste modo: eram colocados sobre o piso três diferentes objetos e lhe era pedido para tomar um em particular. Se Rico escolhesse o certo era premiado com comida ou com o brinquedo.
Deste modo Rico aumentou gradualmente o seu conhecimento dos objetos: normalmente os proprietários introduziam um novo objeto repetindo o nome 2 ou 3 vezes; depois do que Rico podia brincar com o novo objeto e este era inserido na "coleção" dos outros objetos.
Em 1994 Rico foi levado ao Max-Planck, Centro de Pesquisas em Psicologia Evolutiva e Comparada da Alemanha. Aí lhe foi feita uma série de testes cognitivos, cujos resultados confirmaram o fato de que Rico conhece o nome de mais de 200 objetos e que é capaz de aprender o nome de novo e recordá-lo por uma semana.
De fato, quando os pesquisadores inseriram um novo objeto entre aqueles familiares a ele, e pediram para recuperá-lo utilizando uma palavra que ele não tinha nunca ouvido antes, Rico foi pegar o novo brinquedo. Quatro semanas mais tarde Rico tinha efetivamente integrado a palavra em seu vocabulário. Parece que Rico aprende o nome dos novos objetos como fazem as crianças mediante aquilo que os cientistas definem "mapeamento rápido". As crianças e Rico são capazes de inferir qual é o objeto solicitado porque, entre aqueles que têm à disposição, é o único que não conhecem.
O fato de que Rico seja um cão crescido em casa, adestrado pelos proprietários e não pelos especialistas faz supor que, à parte a capacidade sugestiva da espécie e a sua predisposição ao aprendizado, qualquer cão tem potencialmente a capacidade de compreender a palavra humana e, se usada tanto quanto pela criança, pode tornar-se como Rico.
Creio que consegui tirar uma nota boa nesta tradução, o Vitalino me daria 99 com certeza. Uma observação que cabe aqui: o border collie é das raças mais fáceis de adestrar. É o que se denomina um 'cão inteligente', e isto significa que ele não é teimoso e que é submisso. Outro ponto: os alemães são técnicos até no relacionamento com os cães, que coisa!
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